sábado, 30 de maio de 2009

Saco cheio


Tem horas em que a paciência para com certas pessoas não dão mais. Isso é fato. Ou é um barulhinho seguido de repetições incansáveis, ou aquele amigo que não para de falar que tudo é ruim, e que nada na vida dele da certo. Esses dias, um fato muito curioso me deixou de saco cheio. Problemas, problemas, problemas, todo mundo tem os seus. Mas descontar toda a raiva do Universo nas pessoas já é outra coisa.
Bom, como eu não tenho cara de Universo e muito menos paciência do tamanho dele, dei logo um basta. Que mania que esse povo tem de querer descontar nas pessoas as quedas da vida. Porra! Assuma seus erros. Cresça com eles. Saiba administrar a sua vida em função de suas atitudes. O que fiz? Só respondi mediante as próprias reações do indivíduo. Eu hein.

Aí, claro que o errado da história foi a minha pobre pessoa néh? Mas não ligo. Não recuo. Nem volto atrás. Falei, e ainda fui além... Deixei bem claro, 'estou apenas respondendo à suas atitudes'. Sei que posso ter "cara" de bobo, mas as minhas características estão muito longe de tornar-se bobo da corte. Que faça cara feia, fique sem falar, ou ignore. Talvez esteja fazendo até um favor pra mim, gosta de maltratar? Então maltrate outro, porque o "bobo" aqui tem outras cortes para animar ¬¬'


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Não se vive de Filosofia


Eu largo tudo que já consegui?
Eu começo do zero?
Terei gás para começar de novo?
E as pessoas que eu conheci?
E, se eu sair agora? Irei perder alguma coisa futuramente?
Uma oportunidade?
Um crescimento?
Será?


Não sei... O que eu consegui até agora, foi muito válido. Começar do zero me assusta, mas ao mesmo tempo me da um gás. As pessoas continuarão as mesmas, só o contato que irá diminuir. Não sei se irei perder alguma coisa saindo agora. Sei que já perdi algumas coisas permanecendo, mas também ganhei outras. Horas me faz bem, horas me faz mal, muito mal...


Não quero me perder. Não quero me vender, mas eu preciso sobreviver. Não se vive de Filosofia, não se vive filosofando...

domingo, 17 de maio de 2009

Eu amo tudo o que foi

"Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia." (Fernando Pessoa.)



E assim seja dito. Como dizia Fernando Pessoa, "Eu amo tudo o que foi,... O que deixou alegria..." E não preciso ignorar o passado, o simplesmente encerrar um ciclo. Amei. Isso é fato. Fez parte. Marcou. Necessário quando se fez presente. Agradável quando deveria ser. Engraçado quando tinha de ser. Deixou alegria. E caso volte, já é outro dia.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Espelho, espelho meu...


Quem é esse que estás a perguntar?

Quem é esse que se confronta todas as manhãs?

Quem é esse que se questiona, sobre as impunidades da vida?

Quem é esse que vive sonhando?

Quem é esse que acredita que sempre é possível ver além?


Quem é esse que acredita demais nas pessoas?


Quem é esse que se apega demais as pessoas?

Quem é esse que sente medo?

Quem é esse que chora?

Quem é esse que sente dor?

Quem é esse que se frustra?

Quem é esse que se decepciona?

Quem é esse é que erra?


Quem é esse que tenta não ser injusto?


Quem é esse que sente o gosto amargo do arrependimento?

Quem é esse que ama?

Quem é esse que sente o medo de não ser amado?

Quem é esse que vive sorrindo?

Quem é esse que gosta de sonhar, e por sonhar se faz feliz?

Quem é esse que vive ao som da música?

Quem é esse que eterniza em uma fotografia, os segundos de felicidade?

Quem é esse que possue uma visão diferenciada da vida?

Quem é esse que prefere o aqui, o agora?

Quem é esse que tem amigos?

Quem é esse que gosta de gente?

Quem é esse que já deu um passo em falso?

Quem é esse que já chorou por um amigo?

Quem é esse que já fez um amigo chorar?

Quem é esse que já sofreu por um amor?

Quem é esse que da família, se tem raiz?

Quem é esse que o abraço é a melhor troca de energia?

Quem é esse que adora o barulho do mar?

Quem é esse que a aventura corre nas veias?

Quem é esse que não consegue explicar a palavra liberdade?

Quem é esse que a palavrinha liberdade é GIGANTE?

Quem é esse? Quem é esse?

Diga-me espelho meu, diga-me...

Esse meu caro... É um ser de carne e osso!


É você. Um ser humano, que erra, que se confronta, se questiona, sonha, acredita que é possível ver além, que acredita nas pessoas, se apega, sente medo, chora, sente dor, se frustra, se decepciona, que tenta não ser injusto, que já provou o gosto amargo da decepção, que ama, sente medo de não ser amado, que vive sorrindo, vive ao som da música, que faz da fotografia segundos de felicidades eternizados, com uma visão diferenciada, que prefere o aqui, o agora, que tem amigos, que chorou por amigos, e os fez chorar, que tem a família como raiz, que o abraço é a melhor troca de energia, que adora o barulho do mar, aventura corre nas veias, não consegue explicar uma palavrinha chamada liberdade, mas sabe sentir, é meu caro... é você!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Palavras repetidas


♫ Cada um lê de uma forma o mesmo ponto de interrogação. Nem sempre se pode ter fé, quando o chão desaparece embaixo do seu pé. Acreditando na chance de ser feliz, eterna cicatriz, eterno aprendiz das escolhas que fiz. Sem amor, eu nada seria. Ainda que eu falasse a língua de todas as etnias, de todas as falanges, e facções. Ainda que eu gritasse o grito de todas as Legiões, palavras repetidas. Mas quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida? ♫


Assim dizia Gabriel O Pensador, com a canção “Palavras repetidas”, do álbum Cavaleiro Andante


E eu? Quais palavras eu mais quero repetir na vida? E você? Palavras de conforto? Aquela palavra que você quer ouvir, sem ao menos saber a pergunta? Palavras verdadeiras? Tão verdadeiras que te façam sofrer? Palavras para calar um amor invisível? Palavras para sentir-se melhor? Pior? Palavras repetidas, que não passam de palavras, vindo de pessoas que não são capazes de honrar o próprio nome, muito menos de dizer uma palavra de conforto, uma palavra que você gostaria de ouvir, sem ao menos saber a pergunta. Palavras verdadeiras, que façam sofrer, para calar um amor invisível, para sentir-se melhor, pior, ou simplesmente repetir o que lhe foi falado. A essas pessoas? A minha “palavra”... Silêncio.