Existe uma criança dentro de mim que não morreu, e que não vai morrer nunca. E prefiro que seja sempre assim, CRIANÇA, infantil, sem graça, sem juízo, ainda não cresceu, ou qualquer rótulo que intitulam adultos que só por serem "adultos" não podem mais, rir, mais brincar, mais ser feliz.Por isso, quero continuar sendo chamado de criança, quero rir a qualquer hora, fazer palhaçadas, lamber a tampinha do iogurte, passar horas deitado no sofá assistindo meu programa favorito e me enchendo de biscoito, parar tudo quando meu desenho preferido passar.
Quero passar horas rabiscando as últimas folhas do caderno, rasbicar todas as revistas velhas dentro de casa, brincar no meu quintal e fazer do meu quintal, o meu território, meu castelo, minha floresta encantada, minha arena para enfrentar todos os guerreiros. Quero pular na cama, no sofá, no chão... Quero usar a capa do meu herói favorito, e abusar da minha imaginação.
IMAGINAÇÃO! A prática mais linda da infância. Por isso quero continuar sendo criança, lutar com os piores vilões, voar por entre os prédios, vôo ar. Atravessar paredes, salvar a mais linda mocinha. Da minha imaginação infantil, quero voltar no tempo e se aventurar entre os dinossauros e como em um passe de mágica me tele transportar.
Ser criança, SIM, ser criança. Quero correr, senti o vento correr entre os meus cabelos, e fazer da minha cachorra o meu cavalo encantado, meu dragão mais feroz. Meu cão!
Quero ser criança mesmo, não quero saber de gritaria sobre dinheiro, tempo, dinheiro, contas, dinheiro, problemas, dinheiro, trabalhos, dinheiro. NÃO quero isso pra mim. Quero mesmo é ser criança e só se preocupar em brincar, passar horas olhando pro céu, imaginar nas nuvens o meu animal de estimação. Correr pela rua, brincando de pique - esconde, pique-pega, pique - bandeira, pega-ladrão, taco, cabra-cega, queimado, jogar bola, criar uma cidade com toda à coleção do Quinderovo, me entupir de Mac Lanche Feliz, subir no pé de goiaba, pegar jabuticaba, e tudo isso no quintal do vizinho..Isso sim vai ser minha preocupação, brincar.
Ser criança, correr pela praia e montar o mais forte e indestrutível castelo, tomar banho de mangueira no quintal e molhar a todos. Abraçar a chuva e usar a minha camiseta favorita.
E assim eu levo minha vida, enquanto adultos se matam por aí, e vou me divertindo e se algum adulto começar a encher o saco, simplesmente... Eu do a língua!


Nenhum comentário:
Postar um comentário